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Café cai em Nova York com exportação 20% maior do Brasil; arábica recua 2,9% em outubro no mercado interno

País embarcou 236 mil toneladas em setembro, segundo o MDIC. Conab estima safra de 67,6 milhões de sacas; em Goiás, produção cresce 45% com lavouras irrigadas.

Por Redação O Berrante ·

Fileiras de cafeeiros verdes cobrem colinas suaves, com algumas árvores isoladas e mata ao fundo, sob céu azul
Lavoura de café perto de Santo Antônio do Amparo (MG), em 2007. Foto: Knase (CC BY 3.0 DE)

O café arábica abriu a semana em baixa na bolsa de Nova York (ICE), pressionado por sinais de oferta maior do Brasil. Por volta das 10h desta segunda-feira (12), feriado no Brasil, o contrato para dezembro caía 0,3%, a US$ 2,86 por libra-peso, segundo a Globo Rural.

Na semana passada, o arábica recuou em três pregões seguidos, de quarta a sexta-feira. Na sexta (9), o contrato de dezembro fechou em queda de 0,73%, segundo a Barchart. O robusta, negociado em Londres, subiu 1,37% no mesmo dia.

Exportação maior, preço menor

O mercado atribui a pressão ao ritmo dos embarques brasileiros. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país exportou 236,4 mil toneladas de café em setembro, 20,5% a mais que no mesmo mês de 2025, quando foram 196,3 mil toneladas. O volume equivale a cerca de 3,9 milhões de sacas de 60 quilos.

A receita cresceu menos, 8,8%, e chegou a US$ 1,3 bilhão, porque o preço médio caiu. Em setembro, cada quilo foi vendido, em média, a US$ 5,50, ante US$ 6,09 um ano antes, recuo de 9,7%. Os números se referem ao café em grão, verde ou torrado, e não incluem o solúvel.

A oferta vem de uma safra cheia. No terceiro levantamento, divulgado em setembro, a Conab estimou a produção brasileira de 2026 em 67,6 milhões de sacas beneficiadas, 19,6% mais que em 2025, com 99% da área já colhida. O arábica, em ano de bienalidade positiva, deve somar 48,2 milhões de sacas, alta de 34,8%. O conilon recua 6,6%, para 19,4 milhões.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq do arábica fechou a sexta-feira (9) em R$ 1.531,88 por saca, queda de 2,85% em outubro. O indicador do robusta ficou em R$ 961,31, recuo de 2,45% no mês.

Goiás colhe mais, Mato Grosso perde na secagem

No Centro-Oeste, o café ocupa pouca área, mas Goiás se destaca pela produtividade. Segundo a Conab, o estado deve colher 313 mil sacas em 2026, alta de 45,2%, com média de 50,8 sacas por hectare, bem acima das 30,8 sacas da média nacional do arábica. A produção goiana é quase toda de arábica cultivado em áreas planas, com irrigação suplementar por pivô central ou gotejamento.

Em Mato Grosso, onde o cultivo se concentra no norte do estado e é todo de conilon, segundo a Conab, a produção estimada é de 268,9 mil sacas, 3,5% menos que em 2025. Parte da queda vem da revisão da área em produção na região de Aripuanã.

A Conab também relata que em Colniza e Juína, os principais polos do estado, a estrutura de secagem não deu conta do volume colhido. Parte do café ficou ensacada por cerca de 30 dias à espera de processamento, o que causou perda de volume e de qualidade, com grãos fermentados e mofados.

Com informações de Globo Rural, Barchart (via inkl), MDIC/Comex Stat, Conab (3º levantamento de café, safra 2026) e Cepea/Esalq (café).

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