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Produtores americanos temem vantagem de custo do Brasil na soja, mostra pesquisa de Purdue

Agricultores dos Estados Unidos se preocupam com as exportações de soja em 2027; El Niño no Centro-Oeste brasileiro é o ponto de atenção.

Por Redação O Berrante ·

Colheitadeira e trator com carreta durante a colheita de soja
Colheita de soja no centro do estado de Iowa, nos Estados Unidos. Foto: Lynn Betts/USDA (domínio público)

Agricultores dos Estados Unidos ouvidos pelo Ag Economy Barometer, pesquisa da Universidade Purdue com a bolsa CME Group, estão preocupados com a vantagem competitiva do Brasil e com o efeito dela sobre as exportações americanas de soja em 2027. A avaliação é da economista Joana Colussi, do Centro de Agricultura Comercial de Purdue.

Os Estados Unidos são o principal concorrente do Brasil na exportação de soja, e a China é o maior comprador do grão brasileiro.

Segundo Colussi, a safra brasileira que está sendo plantada é projetada como uma das maiores da história, mas o plantio acontece sob um El Niño muito forte, que pode afetar a produtividade, principalmente no Centro-Oeste. Se isso ocorrer, a oferta mundial de soja pode ser afetada.

Acordo com a China

A economista afirma que a incerteza sobre o comércio entre Estados Unidos e China continua pesando no mercado. A expectativa é de produção americana maior que a do ano passado, e as atenções estão voltadas para saber se o acordo com a China vai de fato sair.

Para compensar possíveis perdas nas exportações, Colussi vê na expansão da produção de biocombustíveis nos Estados Unidos uma forma de abrir novas oportunidades para os agricultores do país.

Com informações de Brownfield Ag News.

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