Estoque mundial de milho em relação ao consumo é o menor em dez anos, diz StoneX
Quebra prevista nos Estados Unidos aperta a oferta em 2026/27 e pode sustentar preços no longo prazo; troca do milho pela ureia melhorou.

A relação entre estoque e consumo de milho no mundo está no menor nível dos últimos dez anos, segundo Rafael Bulascoschi, analista de inteligência de mercado da StoneX. Para ele, o cenário pode trazer pressão de alta para os preços no longo prazo.
Parte do aperto vem da safra dos Estados Unidos em 2026/27, que deve ser 30 milhões de toneladas menor que a anterior. Os números foram apresentados no 9º Seminário da StoneX.
No Brasil
As exportações brasileiras de milho perderam fôlego em 2025/26, por causa da concorrência com o cereal argentino e da demanda interna crescente, principalmente para o etanol de milho.
As projeções da StoneX para a segunda safra 2026/27 só saem em novembro. Bulascoschi adiantou que a relação de troca entre milho e ureia melhorou, mas os demais insumos seguem caros, e a competição com algodão e sorgo na segunda safra pode afetar a área de milho.
No trigo, o analista vê oferta e demanda mundiais equilibradas, com riscos logísticos ligados à guerra entre Rússia e Ucrânia. Para o Brasil, a StoneX projeta importações de 7,1 milhões de toneladas em 2026, 1 milhão a mais que em 2025.
Com informações de Globo Rural.



