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Importação de fertilizantes cai 24,1% em Mato Grosso do Sul em plena semeadura da soja

Brasil compra menos adubo e paga mais por ele; Aprosoja/MS alerta para pressão sobre a margem do produtor na safra 2026/27.

Por Redação O Berrante ·

Complexo de mineração de potássio na planície canadense, com uma casa de madeira abandonada em primeiro plano
Mina de potássio da Nutrien em Lanigan, no Canadá, em 2025. Foto: Quintin Soloviev/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Mato Grosso do Sul importou 24,1% menos fertilizantes, segundo o Boletim de Fertilizantes de agosto da Aprosoja/MS. A queda no estado é maior que a do país, de 13,5% no acumulado em relação ao mesmo período do ano anterior, e acontece durante o plantio da soja 2026/27.

No Brasil, as importações somaram 22,4 milhões de toneladas entre janeiro e julho, 7,4% a menos que em 2025. O gasto, porém, subiu 8%, para US$ 8,8 bilhões. Na prática, o país comprou menos adubo e pagou mais caro por ele.

"Quando o Brasil importa menos e paga mais, temos um sinal de deterioração das condições de oferta que pode ser incorporado ao custo de produção da soja e pressionar a margem do produtor", afirma Linneu Borges Filho, analista de economia da Aprosoja/MS.

Dependência externa

O Brasil importou perto de 40 milhões de toneladas de fertilizantes por ano entre 2021 e 2025; em 2025 foram 45,48 milhões, alta de 2,8%. Neste ano, segundo a Aprosoja/MS, um novo conflito no Oriente Médio afetou regiões produtoras e rotas de comércio, e a guerra entre Rússia e Ucrânia continua pesando no mercado.

O nitrogênio teve a maior queda nas importações, com déficit de 17,2% no acumulado. No potássio, Rússia e Canadá responderam por cerca de 82% das compras brasileiras em 2025, e o Brasil produz menos de 1% do potássio do mundo.

A entidade aponta a diversificação de fornecedores como saída. China, Índia e Estados Unidos estão entre os grandes produtores de nitrogenados, mas vendem pouco ao Brasil, e ampliar essas compras depende de excedente, preço e logística. A Aprosoja/MS ressalta que a queda no volume, sozinha, não significa falta de produto ou alta de preço no estado.

Com informações de Campo Grande News e Mais Soja.

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