Exportação de algodão cresce 18% no trimestre e preço anima plantio maior
Brasil embarcou 453 mil toneladas entre julho e setembro; com a pluma acima de 90 centavos de dólar por libra-peso em Nova York, área deve crescer 100 mil hectares em 2026/27.

As exportações brasileiras de algodão somaram 453 mil toneladas entre julho e setembro, alta de 18% sobre o mesmo período de 2025, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Só em setembro foram 191,5 mil toneladas, 7,1% a mais que um ano antes.
A receita de setembro chegou a US$ 332,4 milhões, alta de 14,4%. O valor médio da fibra exportada ficou em US$ 1,70 por quilo, 6,8% acima.
A Índia foi o principal destino no mês, com 25,3% dos embarques, seguida de Bangladesh (16,4%), Turquia (14,1%), Vietnã (10,1%) e China (8,7%). Para o presidente da Anea, Dawid Wajs, vender para vários polos da indústria têxtil dá segurança às exportações num momento em que os fluxos de comércio podem mudar rápido.
Preço e área
Depois de dois anos entre 60 e 70 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, o algodão passou de 90 centavos em 2026. Segundo Rafael Bulascoschi, da StoneX, parte da alta vem da guerra no Irã, que encareceu o petróleo e, com ele, o tecido de poliéster, abrindo espaço para a fibra natural. Estoques mundiais apertados e quebra de produção em vários países também pesam.
Com preços melhores, a StoneX espera aumento de 100 mil hectares de algodão no Brasil em 2026/27. A produção, porém, deve cair 5,3%, porque a safra recém-colhida teve produtividade excepcional.
Com informações de Globo Rural.



