PL elege 9 dos 24 deputados e terá a maior bancada da Assembleia de MS
Quinze deputados conquistaram novo mandato. Resultado ainda pode mudar se o TSE validar os votos de Jamilson Name (PP), que concorreu sub judice.

O PL será o maior partido da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul a partir de fevereiro de 2027. O partido elegeu 9 dos 24 deputados estaduais na votação de 4 de outubro, segundo a totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2022, o PL havia eleito 2.
A federação PT/PCdoB/PV ficou com 4 cadeiras, todas do PT. A federação Progressistas/União Brasil também levou 4, sendo 3 do PP e 1 do União Brasil. A federação PSDB/Cidadania fez 3 deputados, todos do PSDB. O Republicanos elegeu 2, e MDB e Avante, 1 cada.
O PSDB foi o partido que mais encolheu. Em 2022, havia eleito 7 deputados estaduais no estado; agora, 3.
Dos 24 deputados eleitos em 2022, 15 conquistaram novo mandato. Os outros nove eleitos não estavam entre os vencedores da eleição passada. Entre eles está o ex-governador André Puccinelli (MDB), com 40.602 votos.
O mais votado foi Zé Teixeira (PL), de 86 anos, com 54.080 votos. Em seguida vieram Paulo Corrêa (PL), com 44.541, e Caravina (PSDB), com 43.845. O quociente eleitoral, número de votos que um partido ou federação precisava somar para garantir cada vaga direta, ficou em 57.575.
A bancada feminina continua com duas deputadas, como em 2022: Gianni Nogueira (PL) e Professora Gleice Jane (PT).
O caso Jamilson Name
O resultado ainda pode mudar. O deputado Jamilson Name (PP), que tentava a reeleição, recebeu 35.211 votos, mas eles aparecem como anulados sub judice na totalização do TSE.
Em 2 de outubro, dois dias antes da votação, o ministro Sebastião Reis Júnior, do TSE, negou o registro da candidatura em decisão individual, a pedido da Procuradoria Regional Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) havia aprovado o registro por 5 votos a 1. Segundo o Correio do Estado, o ministro citou a ligação do deputado com o grupo investigado na Operação Omertà, caso em que ele foi condenado em primeira instância a oito anos de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A defesa informou que vai recorrer ao plenário do TSE.
Se o plenário liberar a candidatura, os votos passam a contar para a federação Progressistas/União Brasil, que subiria de 4 para 5 cadeiras. O recálculo feito pelo O Berrante com os dados do TSE confirma o que apontou o Correio do Estado: a vaga sairia do PL, e Marcio Fernandes, o menos votado entre os eleitos do partido, ficaria de fora. Se a decisão for mantida, os votos são anulados de vez e não contam para a federação.
Ligados ao campo
No registro de candidatura, dois eleitos declararam ao TSE ocupação ligada à produção rural: Zé Teixeira, como pecuarista, e Londres Machado (PP), de 84 anos, como produtor agropecuário. Os dois foram reeleitos.
O comparecimento foi de 76,12% dos 2.021.869 eleitores do estado. A abstenção chegou a 23,88%.
Os 24 eleitos
PL (9): Zé Teixeira (54.080 votos), Paulo Corrêa (44.541), Coronel David (41.492), Gianni Nogueira (36.108), Odilon Ribeiro (35.905), Daverson Matos (30.604), André Salineiro (28.437), Lucas de Lima do Amor Sem Fim (26.204) e Marcio Fernandes (23.122).
PT (4): Zeca do PT (42.714), Tiago Botelho (39.387), Professora Gleice Jane (29.844) e Pedro Kemp (28.397).
PP (3): Gerson Claro (35.767), Londres Machado (33.581) e Hélio Peluffo (31.435).
PSDB (3): Caravina (43.845), Ângelo Guerreiro (37.704) e Paulo Duarte (20.029).
Republicanos (2): Renato Câmara (20.976) e Pedrossian Neto (19.516).
MDB (1): André Puccinelli (40.602).
União Brasil (1): Professor Rinaldo Modesto (23.763).
Avante (1): Lídio Lopes (20.801).
Os eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandato de quatro anos.
Com informações de TSE – Resultados, TSE – Dados abertos (candidatos 2026) e Correio do Estado.



