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Produção de ovos deve crescer 5% em 2026, acima do consumo, diz instituto

Brasileiro come pouco mais de 300 ovos por ano; setor vê espaço para crescer, mas aponta falta de mão de obra nas granjas.

Por Redação O Berrante ·

Fileira de galinhas poedeiras de penas marrons em gaiolas metálicas
Galinhas poedeiras em gaiolas de uma granja, em 2022. Foto: Rickyandriandra/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A produção brasileira de ovos deve fechar 2026 cerca de 5% acima do ano passado, avanço maior que o do consumo, segundo o presidente do Instituto de Ovos Brasil, Edival Veras. A expectativa é de consumo em torno de 300 ovos por pessoa no ano.

Há 17 anos, quando o instituto foi criado, o brasileiro comia cerca de 120 ovos por ano. Durante boa parte desse período, produção e consumo cresceram juntos, perto de 10% ao ano. Em 2026, esse ritmo perdeu força. "O consumo está de certa forma um pouco travado", disse Veras.

Quando a oferta passa da demanda, o produtor reduz a produção, e o equilíbrio se refaz ao longo do ano, segundo o dirigente.

Quarto maior produtor

O Brasil produz cerca de 56 bilhões de ovos por ano e é o quarto maior produtor mundial e o sexto em consumo. São Paulo lidera a produção, seguido de estados como Minas Gerais, Espírito Santo e Pernambuco.

As exportações ainda são pequenas: o país vendia cerca de 0,5% da produção, e o instituto quer chegar a 2%. Segundo Veras, o fato de o Brasil seguir livre da gripe aviária atrai compradores. De janeiro a setembro, as vendas externas somaram 22,669 mil toneladas, 34,1% menos que no mesmo período de 2025, segundo a ABPA. A comparação é afetada pelas compras extraordinárias dos Estados Unidos no ano passado; só em setembro, os embarques cresceram 29,4%.

O setor emprega de 600 mil a 700 mil pessoas, e a falta de mão de obra no interior é um dos principais desafios, o que tem acelerado a automação das granjas.

Com informações de CNN Brasil.

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