Boi gordo bate recorde em São Paulo e passa de R$ 376 por arroba
Com pouca oferta de animais prontos, frigoríficos têm dificuldade para fechar as escalas e elevam as ofertas pela arroba.

A arroba do boi gordo chegou ao maior valor da história em São Paulo nesta semana. O indicador Cepea/Esalq, que acompanha os negócios no estado, fechou a quarta-feira (7) a R$ 376,10, alta de 3,24% no acumulado de outubro. O indicador da Datagro para a praça paulista também vem renovando máximas nominais desde a última sexta-feira.
A média de outubro está em R$ 371,74 por arroba, 5,26% acima da média de setembro, segundo o Cepea. Na quinta-feira (8), o mercado físico continuou em alta em diferentes regiões, de acordo com a consultoria Safras & Mercado.
Por que o preço sobe
Falta boi terminado. Para Guilherme Zulim, da Datagro, a retenção de fêmeas e as chuvas que chegaram mais cedo em setembro e outubro explicam boa parte do movimento. O abate de fêmeas caiu cerca de 30% nos últimos dois meses.
Com pouco gado disponível, as escalas de abate seguem entre cinco e sete dias úteis. Frigoríficos que não compraram boiadas com antecedência foram ao mercado físico e não encontraram animais abaixo da referência, segundo a Scot Consultoria. Houve negócios pontuais a R$ 380 por arroba, sem volume para mexer nas cotações.
Das 33 regiões acompanhadas pela Scot, 17 tiveram alta na terça-feira e as demais ficaram estáveis. Em Araçatuba e Barretos (SP), boi e vaca subiram R$ 2, para R$ 369 e R$ 345 por arroba. O boi China e a novilha avançaram R$ 3, para R$ 375 e R$ 360.
Carne no atacado
No atacado da Grande São Paulo, a carcaça casada do boi subiu 1,17% entre 29 de setembro e 6 de outubro, para média de R$ 25,03 por quilo, segundo o Cepea. Na quinta-feira, o quarto traseiro chegou a R$ 29,50 por quilo e o dianteiro ficou em R$ 22,00, de acordo com a Safras & Mercado.
A consultoria avalia que a tendência de curto prazo segue de alta, com intensidade diferente entre as praças. A carne bovina, porém, ainda disputa espaço com o frango e os cortes suínos, mais baratos para o consumidor. Dados de comércio exterior citados pela Datagro mostram embarques de apenas 11 mil toneladas para a China, bem abaixo dos meses anteriores.
Com informações de Canal Rural e BeefPoint.

