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Soja e milho esperam relatório do USDA com dúvida sobre estoques americanos

Analistas esperam corte no uso de milho para ração nos EUA e estoques maiores; no Brasil, negócios com soja seguem travados com o produtor focado no plantio.

Por Redação O Berrante ·

Colheitadeira verde colhendo soja em uma lavoura plana
Colheita de soja em Brownsburg, no estado de Indiana (EUA), em setembro de 2022. Foto: USDA/Wikimedia Commons (domínio público)

O mercado de grãos aguarda nesta sexta-feira (9) o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para o início da tarde. Antes da divulgação, a soja subia em Chicago: a posição novembro avançava 0,48%, a US$ 12,93 3/4 por bushel, com ganhos limitados pelo avanço da colheita americana.

Na quinta-feira, o mesmo contrato havia fechado em baixa de 0,42%, a US$ 12,97 1/2 por bushel. As exportações semanais de soja dos Estados Unidos foram modestas: 549.400 toneladas, perto do piso das estimativas dos analistas, que iam de 450 mil a 1,2 milhão. A China comprou 382.900 toneladas. Para a safra americana 2026/27, o mercado espera estimativa de 4,541 bilhões de bushels, contra 4,535 bilhões em setembro.

A dúvida do milho

No milho, os analistas esperam que o USDA reduza a estimativa de uso do cereal para ração na safra 2025/26. Os estoques divulgados em 30 de setembro passaram de 2 bilhões de bushels, 35% acima de um ano antes e 9% acima do previsto, o que levou o mercado a questionar o consumo calculado pelo órgão.

O USDA não mede diretamente o milho dado aos animais: estima esse uso junto com perdas e resíduos. O órgão projetava 6,35 bilhões de bushels para ração e outros usos, acima dos 5,44 bilhões de 2024/25, mesmo com o rebanho bovino americano no menor nível em 75 anos. Uma pesquisa da Reuters com analistas aponta estoques americanos de milho de 1,67 bilhão de bushels ao fim da temporada atual, 7% acima da estimativa do mês passado.

O USDA afirmou que atualizar uma previsão não indica, por si só, problema na previsão ou na coleta de dados.

No Brasil

Aqui, o mercado físico de soja segue travado, segundo Rafael Silveira, da Safras & Mercado: o produtor está focado no plantio e a distância entre o preço pedido e o oferecido continua grande. Em Paranaguá, a saca ficou em R$ 154,00; em Rondonópolis (MT) e Dourados (MS), em R$ 141,00. O dólar abriu em queda, abaixo de R$ 5,00, o que pressiona as cotações em reais.

Com informações de Agência Safras, Globo Rural, CNN Brasil e Mais Soja.

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