Dívida dos produtores dos Estados Unidos deve bater recorde de US$ 605 bilhões
Custos altos, preços baixos e disputas comerciais apertam as fazendas do principal concorrente do Brasil; renda líquida do setor deve cair 2,6% em 2026.

A dívida do setor agrícola dos Estados Unidos deve chegar ao recorde de US$ 605,1 bilhões em 2026, alta nominal de 4,5% sobre 2025, segundo a projeção mais recente do Departamento de Agricultura do país (USDA). Descontada a inflação, o aumento é de 1,5%.
Do total, US$ 399 bilhões são dívidas ligadas a terras e US$ 206,1 bilhões, a outras operações. O USDA prevê piora da solvência das fazendas, com a dívida crescendo mais rápido que os ativos: a relação entre dívida e ativos deve passar de 13,34% para 13,54%.
As despesas de produção devem somar US$ 492,8 bilhões, alta de 4,5%, enquanto a renda líquida do setor deve cair 2,6%, para US$ 158,4 bilhões.
Crédito fora dos bancos
A pressão vem de preços baixos, insumos caros e da perda de mercados de exportação nas disputas comerciais com compradores como a China, segundo a Reuters. Com bancos restringindo o crédito, os produtores passaram a tomar dinheiro com fornecedores, cooperativas, fabricantes de máquinas e empresas de tecnologia financeira, o que dificulta ao governo medir a dívida total. O USDA abriu pesquisas para acompanhar esses empréstimos e espera resultados em dois anos.
Os Estados Unidos são o principal concorrente do Brasil na exportação de soja e milho.
Com informações de Farm Policy News e Globo Rural.



