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Chuva destrava plantio de soja em Mato Grosso, que chega a 33% da área

Semeadura avançou 23 pontos percentuais em uma semana, segundo o Imea, e já supera a média de cinco anos; no país, o ritmo é o mais rápido já registrado pela Pátria AgroNegócios.

Por Redação O Berrante ·

Lavoura de soja verde se estende até o horizonte sob céu nublado em Brasnorte, Mato Grosso
Lavoura de soja em Brasnorte, no noroeste de Mato Grosso, em 2016. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

A volta das chuvas fez o plantio de soja deslanchar em Mato Grosso. Os produtores do estado, o maior produtor do grão no país, já semearam 33,28% da área prevista para a safra 2026/27, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Uma semana antes, o índice estava em 10,23%.

O salto de 23 pontos percentuais em sete dias tirou o estado do atraso. O plantio agora está à frente do mesmo período do ano passado, quando 21,22% da área estava semeada, e também da média dos últimos cinco anos para a época, de 25,36%. Na semana anterior, o próprio Imea classificava o ritmo como lento, o que preocupava por causa da janela do milho safrinha, plantado logo depois da colheita da soja.

O instituto projeta 13,05 milhões de hectares de soja em Mato Grosso nesta safra, com produtividade de 62,44 sacas por hectare e produção de 48,88 milhões de toneladas. Pela projeção, a área já plantada equivale a cerca de 4,3 milhões de hectares.

Ritmo recorde no país

No Brasil, o plantio chegou a 19,77% da área estimada, de acordo com a consultoria Pátria AgroNegócios, que classificou o ritmo como o mais acelerado da safra de verão já registrado por ela. No mesmo período do ano passado, eram 12,86%, e a média de cinco anos para a época é de 11,55%. Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul lideraram o avanço da semana.

No Paraná, o excesso de chuva segurou as máquinas nos últimos dias, mas o estado já tem mais de 40% da área semeada, porque lá as chuvas chegaram mais cedo neste ano.

Replantio e falta de chuva no centro-norte

O cenário não está livre de problemas. No noroeste de Mato Grosso, parte dos produtores precisou replantar áreas por causa de condições desfavoráveis. O centro-norte do estado, por sua vez, precisa de chuva. “Pode ser um problema se novas rodadas não chegarem na próxima semana”, disse à agência Reuters o diretor da Pátria, Matheus Pereira.

Por outro lado, o plantio adiantado favorece o milho de segunda safra. Segundo Pereira, a janela para a safrinha está “abrindo bem”, e a colheita da soja pode começar já em janeiro se o clima continuar favorável.

Com informações de CNN Brasil / Reuters (dados do Imea), CNN Brasil / Reuters (dados da Pátria AgroNegócios) e Revista Cultivar (dados do Imea).

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