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SLC Agrícola vai plantar 2,2% a mais em 2026/27, puxada pelo algodão irrigado

Área da empresa chega a 854,4 mil hectares; soja cresce, milho de segunda safra recua e custo por hectare sobe 2,2% com fertilizante mais caro.

Por Redação O Berrante ·

Imagem de satélite de área agrícola com talhões e círculos de pivôs centrais
Imagem de satélite do oeste da Bahia, em 2018; os círculos verde-escuros são pivôs centrais de irrigação em Riachão das Neves e Barreiras. Imagem: Inpe/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A SLC Agrícola, que produz soja, algodão, milho e sementes, projeta 854,4 mil hectares plantados na safra 2026/27, alta de 2,2% sobre o ciclo anterior. A expansão vem do algodão de segunda safra, viabilizado pelo aumento da área irrigada, principal projeto de investimento da companhia.

O algodão de segunda safra deve ocupar 108,15 mil hectares, 12,2% a mais. Somadas as duas safras, a pluma chega a 200,36 mil hectares, alta de 0,3%. A soja deve ocupar 442,07 mil hectares, avanço de 2,9%, e o milho de segunda safra cai 2,3%, para 154,60 mil hectares.

A empresa orçou o algodão de primeira safra em 2.075 quilos por hectare e o de segunda em 2.000 quilos, altas de 0,4% e 0,9%. O milho de segunda safra foi previsto em 7.957 quilos por hectare, 2,8% a mais, e a soja em 4.080 quilos, alta de 1,1%.

Custo em dólar

O custo por hectare deve subir 2,2%. Segundo a SLC, a alta vem principalmente dos fertilizantes mais caros em dólar e da inflação projetada de 4%, compensados em parte pela queda nos preços dos defensivos em dólar e pelo real mais valorizado, com variação cambial de queda de 4,6% para o novo ciclo.

Hoje, 57% do custo de produção da companhia é indexado ao dólar e 43% está em reais.

Com informações de Agência Safras e Globo Rural.

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