Chuva atrasa milho e arroz e causa perdas na colheita de canola no Rio Grande do Sul
Emater relata granizo, erosão e lavouras alagadas; no noroeste, perdas na canola chegam a ser totais e produtores acionam o seguro rural.

As chuvas frequentes continuam atrasando o plantio e prejudicando lavouras no Rio Grande do Sul, segundo o boletim semanal da Emater/RS-Ascar.
Canola
A canola é a cultura mais afetada. Com 60% das lavouras em maturação e 20% em colheita, o fim do ciclo coincidiu com chuva, ventos fortes e granizo. No noroeste do estado, as perdas foram expressivas e, em alguns casos, totais, o que aumentou o acionamento do seguro rural. Em Garruchos, lavouras já dessecadas para a colheita perderam mais de 90% da produção com o vento.
A área de canola no estado é estimada em 353.397 hectares, com produtividade média projetada de 1.619 quilos por hectare. Para evitar perdas, produtores anteciparam a colheita com grãos ainda úmidos, o que aumenta o custo de secagem.
Milho
O milho já ocupa 75% da área prevista, que a Emater estima em 896.401 hectares, com produtividade projetada de 7.711 quilos por hectare. Os temporais do fim de setembro causaram falhas de estande, erosão e danos por granizo. Em Ijuí, o granizo reduziu em até 50% o índice foliar das lavouras atingidas, e em Santo Antônio das Missões pelo menos 25 dos cerca de 100 pivôs de irrigação do município tombaram.
O preço médio do milho no estado caiu 0,37% na semana, para R$ 62,44 por saca de 60 quilos.
Arroz
O plantio de arroz avança de forma desigual. Na Fronteira Oeste chega a cerca de 50% da área em alguns municípios, mas em Bagé a chuva praticamente parou a semeadura. Em São Gabriel, Rosário do Sul e Santa Margarida do Sul, áreas atingidas por enchentes estão em avaliação para replantio. O Irga projeta 861.779 hectares de arroz na safra 2026/27.
Com informações de Mais Soja.



