Abate de bovinos na Argentina cai 10% no ano e produção de carne recua
País vizinho, concorrente do Brasil na exportação de carne bovina, abateu mais de 1 milhão de cabeças a menos até setembro; confinamentos têm 9% mais animais.

A Argentina abateu 9,18 milhões de bovinos entre janeiro e setembro, contra 10,20 milhões no mesmo período de 2025, queda de 10%, segundo o Consórcio de Exportadores de Carnes Argentinas ABC. São 1.020.760 animais a menos. Em setembro, o abate caiu 11% na comparação anual, e a média diária foi a menor desde janeiro de 2022.
A Argentina disputa com o Brasil mercados de carne bovina, como o chinês.
A queda se concentra nas fêmeas: foram 603.100 a menos no período, e a participação delas no total caiu de 47,2% para 45,9%. As maiores reduções vieram das fêmeas de dois dentes, com cerca de 244.300 cabeças a menos, e das de oito dentes ou mais, com 232.600.
Menos carne
A produção de carne bovina somou cerca de 2,203 milhões de toneladas equivalente carcaça nos nove meses, 6,6% a menos que as 2,357 milhões do ano passado. O peso médio das carcaças subiu 3,8%, para 240 quilos.
Em setembro, a produção ficou perto de 258,2 mil toneladas, 4% acima de agosto e 5,2% abaixo de setembro de 2025, segundo o presidente do consórcio, Mario Ravettino. A oferta de novilhos e vacas para exportação seguiu restrita.
Os confinamentos argentinos tinham cerca de 2,098 milhões de bovinos em 30 de setembro, 9% a mais que um ano antes, segundo o Senasa, o serviço sanitário do país.
Com informações de La Nación.

