Venda de máquinas agrícolas usadas cresce enquanto a de novas cai 22%
Juros altos e endividamento levam o produtor a comprar usado; seminovas podem custar de 40% a 60% menos que a nova equivalente.

As vendas de máquinas agrícolas novas somaram R$ 36,3 bilhões de janeiro a agosto, queda de 22,4% na comparação anual, segundo a Abimaq, associação dos fabricantes. Só em agosto, foram vendidos 3.324 tratores a usuários finais, 25,5% menos, e as vendas de colheitadeiras caíram 43,1%, para 112 unidades.
A Abimaq atribui a queda à demanda interna mais fraca, ao endividamento dos produtores e ao efeito do câmbio sobre o preço das commodities.
Mercado de usados
No sentido contrário, o mercado de usados cresce. Na Sold Leilões, as ofertas de máquinas e equipamentos agrícolas aumentaram 45% entre janeiro e agosto, a procura subiu 83% e o número de compradores, 60%. O valor vendido na categoria passou de R$ 48,5 milhões para R$ 52,8 milhões. Os números são da plataforma e não representam todo o mercado.
Segundo Ivo Mello, responsável pelo agronegócio da empresa, juros altos, crédito restrito e incerteza com o clima levam o produtor a buscar opções de menor desembolso. Usinas e grandes grupos, como Amaggi, Atvos, BP e LDC, estão entre os principais vendedores.
Máquinas seminovas ou que precisam de revisão podem custar de 40% a 60% menos que a nova equivalente, mas o comprador deve somar transporte, peças e reparos. Horas trabalhadas e histórico de manutenção pesam mais no preço que a idade e o modelo. Mais de 60% dos compradores são pessoas físicas, em sua maioria pequenos e médios produtores.
Com informações de CNN Brasil.

