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Chuva, granizo e pouca luz reduzem o potencial do trigo no Rio Grande do Sul

Emater relata acamamento, debulha e doenças nas lavouras; com quebra também no Paraná, a indústria já fala em importar perto de 9 milhões de toneladas.

Por Redação O Berrante ·

Lavoura de trigo verde em pequena propriedade rural
Lavoura de trigo em Belmonte (SC). Foto: Dalton Scavassa/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma sequência de chuvas, umidade alta, pouca luminosidade, granizo e ventos fortes prejudicou o potencial produtivo do trigo no Rio Grande do Sul, segundo o boletim semanal da Emater divulgado na quinta-feira (8). O órgão não publicou nova estimativa de produção.

No centro-oeste e no noroeste do estado, o tempo ruim causou acamamento, debulha de espigas e perda de estruturas reprodutivas nas áreas com granizo. Nas lavouras em maturação, a chuva aumentou a preocupação com a qualidade do grão, como a queda do peso hectolitro (PH) e a germinação antes da colheita.

A umidade também favoreceu doenças fúngicas como giberela, manchas foliares, ferrugens e oídio. A colheita chegou a 4% da área. A maior parte das lavouras está em enchimento de grãos (60%) ou em maturação (27%).

Mais importação

O Rio Grande do Sul pode ser o maior produtor de trigo do país em 2026, com 2,2 milhões de toneladas segundo a Conab, volume que já representaria queda de 36,8% em relação à safra passada. Os produtores plantaram menos por causa do mercado e por cautela com o El Niño, que costuma trazer chuva em excesso ao Sul.

Com a quebra também no Paraná, o país deve comprar mais trigo de fora. A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) estima que as importações podem se aproximar de 9 milhões de toneladas neste ciclo, acima da projeção inicial de 7,5 milhões.

Com informações de CNN Brasil.

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